

$








Fotos: Google Imagens
Foto: Twitpic da Nana!


Fotos: Euzinha, como sempre!!


Fotos: Euzinha!
Foto: Google ImagensA maioria dos meus amigos e familiares estão numa onda saudável. Muitos deles engataram um regime com acompanhamento médico e estão caminhando para perder peso. É engraçado porque quando se vive nessa onda você percebe um tanto de matéria na TV falando sobre como preparar alimentos de forma mais saudável. Todos os dias tem matéria na TV com dicas sobre alimentação e prática de esportes. No noticiário aqui de BH passou até matéria falando que fazer atividade física em boa companhia é bom para se manter animado e determinado!
Acho que tudo isso é um sinal. Sinal de que alguma atitude deve ser tomada em prol da saúde. Todo mundo está sujeito a ter problemas de pressão. Gordos, magros, mais novos, mais velhos. Colesterol então, nem se fala. Eu sou militante na luta contra o fim do preconceito contra o gordo. Mas isso não quer dizer que faço apologia à gordura. Eu já disse muitas vezes e vou repetir: Deus nos fez diferentes para que possamos aprender a conviver e aceitar as diferenças. Por mais que eu emagreça, não vou deixar de ser gorda. O negócio é que sou nova e quero ter saúde sempre. As consequências do meu peso já começaram a aparecer. Já tive que retirar a vesícula. Já tive um tumor no ovário, também com causa diretamente ligada aos meus quilinhos extras.
Recomendo que todos repensem a forma de se alimentar. Procurem um médico. Se orientem. Se é para emagrecer, que seja com saúde. Nada de dietas radicais, com 800 calorias por dia. Vou recomendar que visitem os Blogs da Nana (links abaixo), porque ela sempre deixa dicas interessantes sobre emagrecimento, exercícios físicos e alimentação saudável, e além disso ela é minha parceira na luta contra o preconceito.
Beijos a todos e não se esqueçam: saúde sempre!
Foto: Site Oficial do Cruzeiro Esporte Clube



Fotos: Meu Janjão lindo!

Fotos: Eu mesma!!







Por Leila Ferreira*
Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer. Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”. Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir. Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?
O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz — com um deles.
E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.
Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. . O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pact o com o óbvio, renunciar ao inesperado.
O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.


Fotos: Eu e meu Janjão lindo!